Como aprendi a me amar?

  • Categorias: Pessoal, Textos
  • 19 fev

    pequena-pinup

    Olá, pinups! Hoje estou aqui para contar um pouco sobre como aprendi a me amar. O projeto é de iniciativa de vários blogs (Carolice e Agridoce Cereja) e como eu amo projetos e ainda mais os do tipo “crescimento pessoal”, não pude ficar por fora. O nome é Me amo assim, e terá postagens mensais falando sobre temas relacionados ao amor próprio. Achei muito bacana pelo fato de poder focar minha atenção nessa área da minha vida e poder ver meu crescimento durante os próximos meses.

    Minha história

    Amor próprio não é algo que vem naturalmente, isso lhes digo. Mas desde que aprendi que a minha felicidade dependia de mim e somente de mim, percebi que o amor próprio era um item necessário para conquistá-la. Não é algo que tenho como concreto, depois de muito tempo descobri que essa “arte” de se amar é conquistado aos poucos, diariamente, em escolhas e pensamentos positivos.

    Comecei a pensar nisso como fundamental na minha vida após passar por momentos muito ruins e desafiadores, que me fizeram acordar para a vida. É incrível como os problemas nos tornam humanos, e que a partir disso você tem a opção de desistir ou lutar contra pensamentos destrutivos, seja sobre seu corpo, auto estima, confiança em si, felicidade, etc.

    Hoje em dia consigo olhar para trás, ver o quanto progredi, e observar o quanto tenho pela frente! Admito que fico animada, como dica para vocês não se desanimarem, nessa jornada, é olhar para frente. Sonhar e acreditar em uma futura você, melhor, mais interessante, confiante e incrível. O desânimo chega às vezes, e a auto estima escorrega em dias nublados, mas é uma questão de motivação.

    Pessoas confiantes não nascem assim, elas se transformam por causa das circunstâncias da vida. E, na maioria das vezes no início eram super inseguras, mas tomaram a decisão de mudar. Quando eu era menor, lá nos meados da pré-adolescência, as coisas me atingiam muito. Comentários sobre minhas olheiras, palidez, e outros, me deixavam muito pra baixo. Com o tempo fui me fechando e criando barreiras, ao invés de enfrentar a batalha de frente e perceber que não era sobre mudar quem eu era e sim a minha mentalidade em relação a quem me criticava.

    renata-castilho-me-amo-assim

    Hoje em dia, e em especial por estar mais exposta na internet, penso um pouco diferente. Consigo discernir as coisas e sentir compaixão de pessoas que criticam de modo maldoso para me atingir. Penso em como eu e a pessoa somos humanos falhos e que esta pode ter um problema familiar, emocional ou psicológico e nem percebe. Afinal, para rebaixar alguém é porquê algo tá errado, como diz aquele ditado “gente feliz não incomoda”.

    Em relação ao meu corpo, eu sempre fui mais tímida. Me desenvolvi um pouco antes das meninas da minha idade e de modo rápido, mas em contrapartida parou rápido também. Pela velocidade e genética, ganhei estrias em toda parte, mesmo sendo tudo pequeno. haha Além de outras coisas que me deixavam envergonhada, como alergia nos braços, manchas, e a minha barriguinha que sempre me incomodou.

    É engraçado como desde que eu tinha 10 anos até meus 16 sempre tentei e quis ter um corpo perfeito. Planejei muito fazer mil e uma plásticas e me deixar “impecável”. Hoje vejo que a necessidade da perfeição é absurda e consigo tranquilamente me aceitar e não me importar com muito além da minha saúde. Gosto do meu corpo e estou aprendendo a gostar mais a cada dia. Ter peitos pequenos, um nariz um pouco torto, ser pálida, ter pelos escuros, e não me importar, é minha “luta”.

    Eu não me limito a dizer que não irei mudar, mas quero estar contente com o que vejo, da mesma forma. Até hoje me sinto um pouco constrangida em sair só de biquíni, a primeira vez, depois da infância, que fui para a piscina só de biquíni aconteceu uns 3 anos atrás, e me senti horrível saindo e obrigando as pessoas a me olharem. Eu tenho plena consciência de que não sou gorda, mas sempre me senti a gordinha, a “não-magra”. E só agora, umas 2 semanas passadas que tive a coragem de tirar meu shorts e ficar só de biquíni para ir na piscina de uma amiga, só estávamos em 3 meninas -ok, meio que não conta-. Mas meu objetivo é estar de bíquini e não ficar pensando nas minhas imperfeições. Conseguir manter o olhar confiante. haha

    Hoje em dia já consigo olhar meu corpo no espelho e me sentir bonita, realmente bonita, independente de estar um pouco inchada, gordinha, ou magra. Mas sinto que faltam alguns passos. E, para quem está querendo aceitar o corpo, fica a dica que uma amiga minha me deu: olhe seu corpo sem roupa diariamente no espelho, e se acostume com quem você é, perca o medo e a vergonha e comece e ver suas qualidades e os motivos que te tornam única!

    Um beijo e até a próxima! :)

    E vocês, já conquistaram o amor próprio? Quero saber nos comentários!

    Autora do Pequena Pinup. 20 anos. Cursa Direito. Ama bloggar e falar bobagens por vídeo!

    9 Comentários em “Como aprendi a me amar?”

    1. Giovana G 19 de fevereiro de 2015 at 12:17 #

      Lindo texto, Rê. Já sofri muito por falta de amor próprio, prejudiquei minha saúde tentando ser a mais magra. Queria ser reconhecida pelas outras pessoas como “aquela menina magrinha” e não “aquela menina de cabelo cheio parecendo um leão”, como me chamavam. Achava que só seria feliz e bonita se vestisse 34 e pesasse menos de 47kg. Hoje, ainda bem, penso diferente. Consigo me olhar no espelho e não me odiar mais. Confesso que tem dias que são difíceis, mas tento me lembrar de tudo o que passei nesses anos e não me permito viver tudo de novo. Hoje me sinto bonita, fico feliz que você esteja se aceitando também porque não existe sensação melhor que essa. Desejo tudo que há de melhor nesse mundo pra você, e quando desanimar, lembra a quantidade de leitores que te admiram e te desejam o bem. Fica com Deus flor, bjs <3

      • Renata Castilho 19 de fevereiro de 2015 at 13:36 #

        Ahh, muuuuito obrigada! Eu uso vocês como incentivo, com toda a certeza. Essa jornada é diária, e eu me preocupo muito com minhas leitoras. Por isso tento sempre trazer o crescimento pessoal como fundamental aqui no blog! Um super beijo e obrigada, lindaa. :)

    2. Sara S. 19 de fevereiro de 2015 at 15:16 #

      Oi Rê, queria fazer uma pergunta: você já se sentiu um peixinho fora d’água? Eu vivo sentindo isso e não consigo lidar. Você tem algo que poderia me ajudar? agradeço desde já :) amo muito o blog e os seus vídeos no YouTube. bjs

    3. Cristina Félix 19 de fevereiro de 2015 at 20:43 #

      Nossa

    4. Lohanny B. 20 de fevereiro de 2015 at 12:38 #

      Oi,Rê!
      Lindo texto,gostei e muito me identifiquei. Gostei das dicas, realmente é algo diário, e somente nós mesmas podemos mudar o que há de errado aqui dentro.Obrigada de coração, por fazer parte desse projeto maravilhoso. Me ajudou muito.

    5. soraya 20 de fevereiro de 2015 at 16:39 #

      Admiro com quão maestria vc escreve seus textos
      Vendo vc no inicio do blog, percebo q amadureceu bastante e creio q tenha ajudado seus leitores em algumas ocasioes, assim como ja me ajudou
      E kda vez q vejo um post novo seu, mas admiro vc
      Boa sorte em sua jornada
      Bjos

    6. maria vitoria 20 de fevereiro de 2015 at 23:00 #

      Que lindo, eu tenho 15 anos e sou acima do peso, mas não importa o que eu faça, não consigo emagrecer , agora estou tentando me aceitar mais do jeitinho que eu sou . Pode ter cetreza que seu texto me ajudou,
      Eu te admiro muuito, de verdade, te desejo tudo de mais maravilhas com vários chocolates kkk
      Um beijinho ;*

    7. Fabian 15 de dezembro de 2015 at 06:35 #

      Primeira de muitas vezes aqui. Sinceramente feliz de ver que sempre há progressão nas nossas vidas, e que você é vitoriosa de assumir humildemente que o caminho não é fácil e que os altos e baixos existem. Estou na mesma sintonia que você. Obrigado por compartilhar esse texto!!! ☺

      • Renata Castilho 15 de janeiro de 2016 at 00:02 #

        Obrigada pelo comentário, é isso mesmo! Bjss

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