Pequena Pinup

De mulher pra mulher

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clique & edição: Sabrina brun

Às vezes eu me lembro de quão mulher eu sou, de quão única e inteiramente única sou. Não que a peculiaridade faça parte somente das minhas particularidades, mas que essa é tão minha, tão somente minha. Meu conjuntinho de manhas. É engraçado de pensar que já quis ser outra, já desejei  estar do outro lado do muro, onde a grama é de brilho esmeralda. Mas seria de mim uma tola, por me limitar a aparências e a um único sentido, a visão.

Pra ser sincera é uma tremenda perca de tempo. Desejos em vão.

Sem falar no gasto. O gasto, gasto de tudo, de segurança, confiança em si, respeito, vontade, paz. E de pensar que tudo isso são valores, valores que cada um colocou como prioridade. Ser bonita é mais importante, dizem. Mas é aí que está, para ser mulher, você não precisa de beleza externa. Ser mulher vai muito além disso tudo, e quando uma se desgasta pensando em ser menos por ter “menos”, o universo que criou esse ser tão único, sente.

Sente pela falta de visão. Sente por ter tanta gente que confunde a importância das coisas. Sente por não poder abrir os olhos daqueles que não conseguem ultrapassar as barreiras dos padrões estereotipados.

Ah, mal sabem essas mulheres o poder que há dentro delas. Esse poder que já é de nascença, é de título, é um direito personalíssimo (somente seu) e intransferível. Basta aclamá-lo e aceitá-lo.

O universo implora e chora por mulheres de poder. Que reconhecem seu potencial e sabem que a única que pode dar sentido ao destino são elas mesmas. É tudo uma escolha. Então, você é uma delas?

6 Comments

  1. Brenda

    30 de março de 2015 at 22:58

    Simplesmente inspirador, me fez refletir, era exatamente o que eu precisava ler pra ” cair na real” e começar a me amar, reconhecer meu valor… Nunca comento aqui, mas essa não pude deixar passar.

    1. Renata Castilho

      30 de março de 2015 at 23:05

      Muito obrigada, me alegra saber que pude ajudar de alguma forma! Beijão

  2. Amanda Daniele

    31 de março de 2015 at 00:45

    :’) Que lindo texto Rêh, parabéns como disse a Brenda, simplesmente inspirador e me fez “cair na real” e começar a me amar…

    1. Renata Castilho

      31 de março de 2015 at 10:53

      Ah, que bom! :)

  3. Tammy Queiroz

    31 de março de 2015 at 02:50

    Engraçado! Estava a poucos dias refletindo a respeito “da dor que o universo sente” quando nos omitimos de nós mesmos, e entre os espaços pude imaginar também o quanto ele se alegra quando nos assumimos. Afinal, algum propósito único e intransferível está em cada um de nós. É importante pensar muito bem quando deixamos de fazer algo de importante, cada um é necessário. E eu acredito que o acúmulo cobra sempre muito caro de nós. São palavras soltas, pensamentos também. Alguns resquícios dos pensamentos de dias atrás…

    Agradeça sempre por sua sensibilidade e percepção de mundo. A maioria não consegue parar para ver nas entrelinhas…

    1. Renata Castilho

      31 de março de 2015 at 10:53

      Você completou o texto, bem isso! Beijão

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